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Bolsa Família pagará R$ 9,8 milhões a mais por mês no Ceará

A partir de julho, o valor terá reajuste de 5,67%, o que corresponde a R$ 9,8 milhões a mais destinados ao Estado por mês (Foto: Reprodução)

Em 24/05/2018 às 09:02

Casa, água, luz, comida, tel… Não, fecha a conta. Assim, enxuta, porque telefone, internet e qualquer item que fuja do estritamente básico já é luxo para quem tem uma renda de pouco mais de R$ 178,55 – valor médio atual pago às mais de um milhão de famílias cearenses beneficiárias do Bolsa Família, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A partir de julho, porém, o valor terá reajuste de 5,67%, o que corresponde a R$ 9,8 milhões a mais destinados ao Estado por mês, cerca de R$ 60 mi até o fim do ano.

Atualmente, o Ceará ocupa a quarta posição no Brasil e a terceira no Nordeste em número de beneficiários do programa social, atrás apenas de Bahia, São Paulo e Pernambuco. No total, 36,5% da população cearense recebe a bolsa, 197. 664 famílias apenas na Capital. Com o aumento, cujo valor final individual não foi informado, R$ 1,8 milhão ao mês será destinado a mais aos fortalezenses.

Em entrevista, o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, avalia que o principal reflexo do reajuste será na necessidade humana mais básica: a alimentação. “O primeiro impacto visível e extremamente relevante é para a vida da família, porque o poder de compra de alimentos na faixa mais pobre que recebe o benefício será ampliado em cerca de 20%. Com mais alimento na mesa, é possível ter uma vida com um pouco mais de dignidade”, avalia.

Alimentos

Conforme o ministro, um estudo da Pasta verificou que “a maior parte do dinheiro do Bolsa Família é gasto com alimentos”, o que “contribui para desenvolver o ciclo social e econômico da região”. “É um programa social para tirar as pessoas da extrema pobreza, e esse dinheiro movimenta a pequena economia. Então não é só sobre o benefício em si”, destaca Beltrame, salientando também outras possíveis contribuições do maior valor.

“O foco do benefício é o poder de compra de alimentos, mas isso melhora, indiretamente, a saúde das pessoas, por exemplo, já que elas podem comer melhor e fazer melhorias em suas casas”, pontua o titular do MDS, reforçando, ainda, que é preciso um funcionamento pleno do Sistema Único de Saúde (SUS) e das outras diversas áreas de assistência social para que os resultados cheguem à população e se consolidem.

Assistência

Segundo dados do MDS, R$ 188 milhões foram destinados neste mês às famílias que recebem o benefício no Ceará. O reajuste recente, que poderá ser sacado pelos beneficiários a partir de julho, foi anunciado nacionalmente no último dia 30 de abril.

De acordo com Beltrame, outro programa servirá de complemento ao Bolsa Família: o Futuro na Mão, que foca na educação financeira das famílias em extrema pobreza. “Para pessoas de baixa renda, a educação econômica é ainda mais importante, porque ajuda a planejarem e evitarem endividamento”. O ministro garantiu que o Nordeste é uma das prioridades das ações.

Outra medida destinada à região e ao Estado será anunciada na tarde de hoje, no Palácio da Abolição, onde o ministro anunciará, junto ao governador do Estado, Camilo Santana, a liberação de verbas para ampliação do Programa de Cisternas no Ceará. Os valores e as ações contra a seca a serem realizadas com o investimento não foram detalhados pelo titular da Pasta.

Fonte: Diário do Nordeste

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