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Ceará é o estado do Nordeste que mais contratou jovens aprendizes em 2017

12/01/2018 às 14:45:25

Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira,11, pelo Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado de trabalho brasileiro contabilizou mais de 360 mil ingressos de jovens aprendizes por meio do programa Aprendizagem Profissional, entre janeiro e novembro de 2017.

O Ceará foi o estado do Nordeste que, proporcionalmente, mais contratou aprendizes por meio do programa. Dos 27 mil inscritos com potencial para trabalhar, 57,38% (15,7 mil) foram contratados, seguido pelo estado da Paraíba, com 49,16% e Sergipe, com 47,41% das admissões.

De acordo com o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo das contratações dos anos anteriores. Em 2016, por exemplo, foram admitidos 386 mil jovens.

Porém, o diretor ressalta que os resultados poderiam ser melhores, visto que o número de potencial de contratações (939 mil) é três vezes maior do que o que foi contratado. “Ainda é um desafio convencer os empregadores de que pode ser vantajoso para as empresas”, explica.

Brasil
São Paulo foi o estado que mais admitiu aprendizes no ano passado, com 102 mil jovens trabalhando por meio do programa, seguido por Minas Gerais com 39 mil admitidos, e Rio de janeiro com 33 mil. O Brasil já contabiliza mais de 3,2 milhões de aprendizes desde 2005, quando a lei que prevê essa modalidade entrou em vigor.

Entre os setores que mais contrataram em 2017 estão o comércio, com 93.469 mil, e a Indústria de Transformação, com 92.248 mil contratações. As vagas mais ocupadas são as de auxiliar de escritório e assistente administrativos, e juntas formam 60% das admissões.

Santa Catarina e Mato Grosso foram os estados que se destacaram no número de contratações do gênero feminino, totalizando 51,72% e 51,13%, respectivamente. No restante do País, o número de incorporações do sexo masculino foi de 52% contra 47,26% sexo feminino.

Aprendizagem profissional
O programa Aprendizagem Profissional, entrou em vigor em 2005 após o decreto nº 5.598/2005. A lei determina que jovens entre 14 e 24 anos, que estejam matriculados em escolas ou curso técnico sejam contratados. No caso das Pessoas com Deficiências (PCDs) não há limite de idade. A remuneração é proporcional a carga horária trabalhada pelo aprendiz, e o valor calculado tem como base o salário mínimo vigente.

Higino ressalta que o programa de aprendizagem é uma “oportunidade” para os jovens alcançarem mais “chances no futuro profissional”. Ele afirma que o programa também “auxilia no combate à precarização do trabalho infantil”. O diretor também destaca que a modalidade é diferente do estágio e tem garantias trabalhistas para o contratado.

Redação O POVO Online

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