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Curso de Medicina da Estácio implanta Laboratório de Simulação Realística no Cariri

Com isso, o curso se torna pioneiro no método de ensino na região, aprimorando a formação dos alunos no atendimento aos casos de urgência e emergência (Foto: Reprodução)

Em 07/08/2018 às 10:15

O Curso de Medicina da Estácio, em Juazeiro do Norte, está implantando, de forma inovadora no Ceará, o Laboratório de Simulação Realística. Parte da formação curricular dos acadêmicos de Medicina da instituição, o espaço tem como objetivo proporcionar aos alunos, já a partir do próximo semestre, condições para treinamento de atendimento às situações de pacientes graves.

Para isso, foi realizado um workshop com os docentes de Medicina sobre técnicas de utilização dos equipamentos, com robôs que simulam reações de um paciente em situação de risco e todos os recursos necessários para desenvolver as habilidades de salvamento em ações de emergência.

O curso foi ministrado pelo diretor geral dos cursos de Medicina da Estácio em todo o Brasil, Dr. Silvio Pessanha Neto, além da coordenadora nacional dos Laboratórios de Simulação Realística da Instituição, Dra. Lucia Pezzi. A docente é uma das pioneiras no Brasil nessa área, e irá acompanhar a implantação e monitorar o laboratório.

A simulação realística é uma ferramenta de ensino-aprendizagem em que o aluno treina exaustivamente, antes de ter o contato com o paciente real. Os robôs simulam situações de infarto, acidente vascular cerebral (“derrame”), asma grave, entre outras, condições estas que normalmente o aluno teria que aprender a tratar em contato direto com o paciente.

Pioneirismo

A Estácio é pioneira no Brasil nessa metodologia, sendo uma das primeiras instituições educacionais a utilizar o método no país. Os laboratórios de habilidades iniciaram no Brasil em 2002 e, desde 2003, são utilizados pela instituição. Em 2009 houve a evolução dos Laboratórios de Habilidades da Estácio, quando passou a utilizar os Simuladores de alta fidelidade (robôs). O método é realizado em ambiente controlado e seguro.

Somente após a avaliação da aquisição das competências necessárias para lidar com situações de risco e conflito, o aluno é considerado apto a acompanhar estes pacientes graves em hospitais, como é feito há muitos anos na aviação. “Isso não substitui o paciente real, mas prepara o aluno para o contato direto”, destaca Dr. Silvio.

O acadêmico de Medicina inicia a metodologia da simulação realística entre o quarto e quinto ano da faculdade, que é a última etapa do curso, antes do ingresso no internato, fase em que as atividades de Simulação se tornam mais complexas.

O robô usado no curso foi adquirido na Noruega e tem sensores que percebem a presença de oxigênio e muda os parâmetros do monitor cárdico, de forma automática, além de interagir com o médico. O país da América Latina mais desenvolvido no uso desta tecnologia, nas escolas de Medicina é a Colômbia. No Brasil, nem todas as escolas tem essa metodologia incorporada ao currículo.

“Não tenho dúvida que implementar disciplinas que utilizam a simulação realística, em Juazeiro do Norte, vai garantir um salto no aprendizado dos alunos e, consequentemente, torná-los mais qualificados para atender e assistir a população da região”, explica Fábio Cardoso, Diretor da Faculdade.

Assessoria de Comunicação

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