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Entenda a polêmica entre Anitta, Bolsonaro e comunidade LGBTQ+

© Felipe Panfili/Divulgação

Em 20/09/2018 às 13:06

comunidade LGBTQ+ tem exigido o posicionamento político da cantora Anitta, que permanecia em silêncio até esta quarta-feira (19). A estrela rebateu a pressão dos fãs após ser atacada por seguir uma amiga no Instagram, que manifestou sua intenção de voto ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Se você está confuso sobre toda a polêmica envolvendo a artista, o presidenciável e o ‘pink money’, calma que a gente explica.

Indo na contramão de artistas que se posicionaram publicamente contra Bolsonaro, como Bruna Marquezine e Sasha Meneghel, Anitta não expressava qualquer opinião política. Mas internautas, principalmente os ligados à causa LGBTQ+, não gostaram nada disso e cobraram um posicionamento contra o candidato, que chegou a ser condenado por ofensas homofóbicas. A pressão causada na semana passada fez com que a hashtag #AnittaDigaNaoAoFascismo virasse um dos assuntos mais comentados do Twitter.

A revolta da comunidade LGBTQ+ ficou ainda maior quando surgiu um rumor de que Anitta estaria seguindo um perfil em apoio a Bolsonaro no Instagram. A cantora desmentiu o boato nas redes sociais.

“Eu não segui um perfil em apoio à nenhum candidato. Segui um perfil de uma amiga de 8 anos que finalmente consegui reencontrar e se ela escolheu expor seu voto é um problema dela”, escreveu a cantora no Twitter.

“É um direito meu não querer opinar sobre política e eu só estou exercendo esse direito”, completou.

Anitta também publicou um vídeo no Instagram, dizendo que recebeu xingamentos e até ameaças pela rede social. “Também estão fazendo o mesmo com a minha amiga. Eu conheço ela há mais de sete anos e não gostaria de parar de falar com ela por conta da posição política dela”, afirmou.

As críticas continuaram até que a artista postou um desabafo no Instagram, dizendo que é “contra a discriminação de qualquer espécie” e pediu respeito. “Sofri por ser funkeira, favelada e ainda sofro por ser mulher. Eu não queria sofrer ainda mais com tanto ódio e ataques. Vivemos tempos difíceis e é esse o meu desejo. Qualquer coisa diferente do que citei acima não tem meu apoio, obviamente. Respeitem o próximo e suas decisões”, escreveu.

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Essa sou eu. Eu sou contra a violência, contra a discriminação de qualquer espécie. Sou contra o ódio e a intolerância. Sou a favor da igualdade de gênero, contra a homofobia e o racismo. Defendo a liberdade do outro de decidir o que fazer com seu corpo. Através da minha arte tento contribuir com o que posso para vivermos num mundo melhor e mais igualitário. Anos de trabalho na minha carreira de cantora em que apoiei de diversas maneiras as idéias que acredito não vão ser apagados por não querer me envolver com política, pelo menos não para mim. Eu sou brasileira e quero que nosso país melhore assim como cada um de vocês. Eu nasci pobre e com muito esforço tenho conquistado meu caminho. Sofri por ser funkeira, favelada e ainda sofro por ser mulher. Eu não queria sofrer ainda mais com tanto ódio e ataques. Vivemos tempos difíceis e é esse o meu desejo. Qualquer coisa diferente do que citei acima não tem meu apoio, obviamente. Respeitem o próximo e suas decisões. Isso sim vai ajudar a sermos uma sociedade tolerante. Nós somos esse país.

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A comunidade LGBTQ+ está dividida após a declaração. Enquanto fãs defendem a cantora, parte dos internautas dizem que ela não se posiciona pois está apenas interessada no ‘pink money’. Para eles, a cantora se diz contra a homofobia para usufruir do dinheiro movimentado por fãs homossexuais, bissexuais e trans, mas ela não “bota a cara” na hora de defender a comunidade politicamente.

“Não tomar partido é ser conivente com o lado opressor. Apenas isso. Repense seu posicionamento se você realmente é tudo isso o que diz ser”, escreveu um seguidor.

Ainda nesta quarta, o filho do presidenciável, Flávio Bolsonaro, defendeu a cantora em um vídeo publicado no YouTube. “Há uma pressão aí que ela se posicione contra o Bolsonaro. Não sei qual é a preferência político-partidária dela, mas vocês têm que entender o seguinte, parem de ficar patrulhando a vida dos outros”, disse.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO

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