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Familiares e amigos prestam homenagens e dão o último adeus ao sanfoneiro Zé de Manu

Sepultamento aconteceu na manhã deste domingo (11/3) no cemitério São João Batista, aqui do município. Natural de Cedro, batizado José Tomás Sobrinho, ele faleceu no início da tarde de sábado (10/3), aos 81 anos, em decorrência de complicações pulmon (Foto: Edson Reis)

Em 12/03/2018 às 08:00

O corpo foi velado primeiramente em Fortaleza e depois seguiu para o município onde nasceu. Familiares e amigos de Zé de Manu vieram despedir-se deste verdadeiro ícone da cultura nordestina, que por meio da sanfona, instrumento que aprendeu ainda criança, chegou até o Rei do Baião – Luiz Gonzaga.

O Prefeito Dr. Nilson Diniz escreveu nas redes sociais sobre a morte do sanfoneiro. “Zé de Manu era uma referência”. Destaca ainda que o músico cedrense foi e para sempre será lembrado pela representatividade e talento único. “Cedro se comove pela perda do conterrâneo, e eu me solidarizo com familiares e amigos pela ausência entre nós dessa personalidade importantíssima do Ceará”, rescreveu.

Em Fortaleza, o corpo de Zé de Manu foi velado na funerária Ethernus, ainda no sábado. Diversos sanfoneiros tocaram na ocasião, em saudação ao amigo que partiu – Adelson Viana, Rodolfo Fortes, ; em Cedro, ficou exposto a visitações na Funerária Padre Cícero. Na sequência, a missa celebrado em sua memória na Igreja Matriz São João Batista (10 horas da manhã deste domingo – 11/3). Por fim, o sepultamento no Cemitério São João Batista.

A secretaria de Cultura do Estado emitiu nota de pesar pelo falecimento, ressaltando o legado artístico deixado por Zé de Manu. “Os encantos da sua sanfona já deixam saudades, sua canção se fará lembrança em nossos afetos e memórias, convivências e sonoridades”. A secretária de Cultura de Cedro, Aparecida Evangelista, lembra que o sanfoneiro marcou a cultura regional com o toque da música feita no Ceará. “Nosso querido Zé de Manu será lembrado eternamente por sua força de viver e talento, tornando-se, por isso, imortal”.

RECONHECIMENTO

Em outubro de 2005, por ocasião do Dia do Legislativo, Zé de Manu foi agraciado com a medalha Liberato Moacir de Aguiar, proposta de autoria do presidente da Câmara Municipal de então, vereador Gildásio Oliveira.

Durante apresentação na tradicional festa do Chitão de 2015, o Poder Executivo concedeu-lhe a medalha do Mérito Cel. José Gabriel Diniz, reconhecendo os relevantes serviços prestados pelo músico ao município ao povo de Cedro. Ao longo dos anos, a rádio comunitária Mandacaru FM prestou homenagens a Zé de Manu em sua programação, sempre enaltecendo as músicas e as histórias de vida do artista. Para o sanfoneiro, poeta e radialista Edson Reis, o “ícone da cultural” será lembrado, com todo respeito, pela longa trajetória de vida artística. “Nós comunicadores estamos tristes pela partida do parceiro e sanfoneiro querido de todos os nordestinos”.

Sanfoneiros do município também homenagearam Zé de Manu em solenidade solenidade no Centro de Educação Profissional Ivens Dias Branco (Senac/Ce).  

BIOGRAFIA

Zé de Manu era assim chamado por conta do pai, Manu, enquanto o Zé vem de José, seu tio paterno – José Tomás de Aquino. Nascido no sítio Varzinha, no município de Cedro, em 23 de outubro de 1939, Zé de Manu sempre buscou aperfeiçoar-se na música. Nessa trajetória, que o desviou dos estudos, teve a “sorte” de conhecer Luiz Gonzaga, que no dia 13 de setembro de 1985 prestou-lhe uma grande homenagem, dando de presente a ele uma bela sanfona,.

Apresentou-se em diversas casas de show e até dividiu palco com grandes nomes da música regional, como o próprio Luiz Gonzaga, sua referência. Suas músicas favoritas eram “Asa Branca” e “Assum Preto”. Zé de Manu tocou por sete anos Com o “Rei do Baião” e participou de festas no Parque Asa Branca, em Exu.

Assessoria de Imprensa

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