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Justiça nega pedido do MP para prender Paulo Vieira de Souza, apontado como operador de propina do PSDB em SP

Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa e apontado como operador do PSDB, em foto de 2010 (Foto: Robson Fernandes/Estadão Conteúdo)

Em 17/05/2018 às 15:57

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, negou ao Ministério Público Federal o pedido de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, apontado como operador de propinas do PSDB e alvo da Operação Lava Jato.

Vieira já havido sido preso preventivamente em abril, e solto pelo ministro Gilmar Mendes, em decisão do dia 11 de maio. Ele é acusado de peculato, quando há crime praticado por um funcionário público contra a administração em geral

Na decisão que rejeita o pedido de prisão do MP, a juíza relatou que não decretaria a prisão porque o réu não foi notificado pessoalmente, o que seria necessário para aplicar a medida cautelar.

“Contudo, não se observa isto neste momento [a notificação], eis que ainda há prazo antecedendo o ato de audiência designado, prazo este no qual eventualmente as respostas à acusação da ré ou de outros corréus podem ser apresentadas. Assim, indefiro o pedido, por ora. ”

A juíza designou uma intimação pessoal de Paulo Vieira de Souza para comparecer na audiência nos dias 18 e 25 de maio.

“Assim, para fins de garantir a prévia e necessária expedição dos atos para a garantia da escolta dos réus presos, designo desde logo, para continuidade dos atos instrutórios de audiência, os dias 18 de maio de 2018, às 13:00 horas, e 25 de maio de 2018, às 13:00 horas. ”

Suspeitas

Paulo Vieira Souza ficou preso de 6 de abril a 12 de maio em razão das suspeitas de desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê.

Ele é suspeito de participar de desvio de recursos públicos durante obras do governo do PSDB no estado de São Paulo entre os anos de 2009 e 2011, durante os governos de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin.

 Na semana passada, após Paulo Vieira ser solto, o PSDB divulgou a seguinte nota: “O PSDB de São Paulo não tem qualquer relação com o investigado nem com os fatos a ele imputados. O partido reitera seu total apoio às investigações em curso.”

Quando a denúncia contra o ex-diretor da Dersa foi apresentada pelo MP, o advogado de Souza, Daniel Bialski, disse que a denúncia vai “contra a investigação interna e auditoria feita pela própria Dersa, que inocentou Paulo de qualquer ato ilícito ou favorecimento a quem quer que seja”.

Na ocasião, a Dersa afirmou, em nota, que “em 2011 organizou seu Departamento de Auditoria Interna, instituiu um Código de Conduta Ética, cuja adesão é obrigatória para todos os funcionários e contratados, e também abriu canais para o recebimento de denúncias que garantem o completo anonimato da fonte”.

Por TV Globo

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