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Polícia acredita que estilista morta em Fortaleza foi vítima de latrocínio

O velório e o enterro de Nayana Mara aconteceram durante o dia de ontem. Familiares e amigos se despediram da estilista de 32 anos (Foto: Reprodução)

Em 16/05/2018 às 08:20

As primeiras informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) apontam que a estilista e tatuadora Nayana Mara Costa Araújo, de 32 anos, foi vítima de um latrocínio, na Rua Roquete Pinto, no bairro Parangaba, na Capital, na última segunda-feira (14). Os responsáveis pelo crime ainda não foram presos, até o fechamento desta matéria.

“Informações iniciais apontam que ela (Nayana) foi abordada por três homens, que chegaram em um veículo (Chevrolet) modelo Classic, de cor cinza. Eles tentaram levar o automóvel da vítima, mas ela teria entrado no carro, instante em que foi atingida por um disparo de arma de fogo. Nayana não resistiu ao ferimento e veio a óbito no local. Os infratores fugiram em seguida”, revelou a SSPDS, em nota.

Ainda conforme a Pasta, o automóvel utilizado pelo trio foi abandonado no estacionamento de um supermercado, após o cometimento do crime, e apreendido pela Polícia Civil. Na apuração, os investigadores descobriram que se trata de um veículo roubado, com placas clonadas.

O carro de Nayana Mara, que seria o alvo da ação criminosa, também foi recolhido pelos policiais, para ser periciado. Ao ser atingida por um tiro no queixo, a estilista tentou pedir socorro e chegou a sair do veículo, antes de morrer.

O velório, na Funerária Alvorada, na Parangaba, e o enterro da mulher, no Cemitério Parque da Paz, no Passaré, aconteceram durante o dia de ontem. Familiares e amigos se despediram de Nayana, que amava a vida, era temente a Deus e dotada de talentos artísticos e esportivos, como definiram pessoas que a conheceram. “Ela estava trabalhando como estilista. Recentemente, ela montou o estúdio de tatuagem dela, totalmente diferente dos que a gente vê por aí. Ela tinha um talento incrível. Ela gostava de sair, se divertir, surfar. Estava namorando. São planos que vão embora”, conta a enfermeira Thayane Braga, que soube da morte da amiga pelo aplicativo WhatsApp.

Justiça

O velório de Nayana foi marcado pelo silêncio de pessoas incrédulas com uma morte precoce e trágica. A família preferiu não falar com a imprensa. Amigos que conversaram com a reportagem pediram por Justiça e punição para os culpados e cobraram do Estado ações mais efetivas para garantir a segurança da população. “Quem vivia com a Nayana sabia que ela era uma pessoa do bem. Ela estava (pronta) para ajudar todo mundo, passar mensagens positivas. É inacreditável. Espero que sejam tomadas as providências para que outras pessoas não passem por isso. A sociedade está presa. As pessoas de bem, como a Nayana, estão sofrendo. A gente está em casa, preso, com medo de sair, sem saber se vai voltar”, lamentou o amigo da vítima, o gerente comercial Justi Freitas.

“O pior de tudo é que uma pessoa faz um absurdo desses com uma pessoa cheia de vida e, provavelmente, vai ser solta em uma audiência de custódia. Então, enquanto não tiver uma reformulação das leis, mais rígidas, vai acontecer (de outra pessoa ser morta). Ontem foi ela, hoje pode ser eu, você, qualquer pessoa. Eu acho que tem dar um basta nisso”, afirmou a estudante de Direito, Aline Girão.

A SSPDS afirmou que a investigação está a cargo da 5ª Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pediu a colaboração da população para a elucidação do caso: “As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública, para o (85) 3257-8807, da DHPP, ou ainda para o número (85) 99111-7498, que é o WhatsApp da Divisão de Homicídios, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem”.

Conforme os dados divulgados pela Pasta, 18 crimes de latrocínio (roubos seguido de morte) foram cometidos no Ceará neste ano. Em janeiro, sete ocorrências; no mês seguinte, o órgão contabilizou dois casos; em março, a SSPDS catalogou três latrocínios e outros quatro crimes marcaram o mês de abril. Até o dia 13, maio havia anotado dois roubos seguidos de morte.

Fonte: Diário do Nordeste

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