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Procurador não descarta que dinheiro de propina para Picciani, Albertassi e Melo tenha sido repassado para outros deputados

Edson Albertassi, Paulo Melo e Jorge Picciani (Foto: Reprodução / TV Globo)

Em 07/12/2017 às 12:27:48

Procuradores do Ministério Público Federal detalharam no começo da tarde desta quinta-feira (7) o esquema de corrupção que, segundo eles, envolvia a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e empresários de empresas de ônibus. Segundo a denúncia, Jorge Picciani tinha “posição de liderança” no esquema. Os procuradores não descartam que o dinheiro de propina repassado para Picciani, Melo e Albertassi tenha sido repassado para outros deputados.

“Temos indícios de fatos”, explicou o procurador-regional da República Carlos Aguiar, que evitou citar nomes para não atrapalhar as investigações.

De julho de 2010 a julho de 2015, o presidente afastado da Alerj teria recebido R$ 49 milhões da Fetranspor. O deputado Paulo Melo, segundo procurador, teria redcebido R$ 54 milhões em propinas.

“O ex-governador Sérgio Cabral efetuou pagamentos para Paulo Melo e Jorge Picciani, explicou procurador sobre a divisão da propina.

Procuradores da República detalham denúncia contra Jorge Picciani, Paulo Melo, Edson Albertassi e outras 16 pessoas (Foto: Henrique Coelho/ G1)

A denúncia do Ministério Público Federal encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 2a Região (RJ e ES) envolve 19 pessoas, suspeitas de participar de esquema que envolvia propinas para o ex-governador Sérgio Cabral e deputados estaduais em troca de vantagens na área de transportes. São investigados os crimes de corrupção Passiva e Ativa, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Entre os denunciados, estão Jorge Picciani, ex-presidente da Alerj, Paulo Mello e Edson Albertassi, deputados estaduais, além do filho de Picciani, Felipe, José Carlos Lavouras, atualmente foragido; Jacob Barata filho, recentemente liberto pela terceira vez no Supremo Tribunal Federal; Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor; e o doleiro Álvaro Novis, junto com seu operador Edimar Ferreira Dantas. Executivos da Odebrecht, que faziam parte do esquema ordenando pagamentos para os deputados através de doleiros como Novis, também estão na denúncia.

Por Henrique Coelho, G1 Rio

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