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Propostas de Paulo Guedes não fazem sentido, diz economista de Alckmin

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Em 21/09/2018 às 20:56

economista Persio Arida, coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin (PSDB) e futuro ministro da Fazenda, caso o tucano seja eleito, fez, nesta sexta-feira (21), duras críticas a um suposto apoio do mercado financeiro à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) e disse que as propostas econômicas do líder das pesquisas, vocalizadas pelo economista Paulo Guedes, não fazem sentido.  

“O mercado se engana achando que basta economista liberal. Nem falo por mim. Mercado tem que votar no Bolsonaro, ou no Alckmin, ou no Ciro Gomes, não nos economistas dessas pessoas”, disse ao responder por que o mercado financeiro parece seduzido pela candidatura de Bolsonaro.

Para Persio Arida, o mercado financeiro é guiado por princípios liberais, mas apenas isso não resolve. 

“Se economista liberal resolvesse, o governo Dilma teria dado certo quando nomeou Joaquim Levy, de Chicago também, como Paulo Guedes, mas com uma baita experiência, ao contrário de Paulo Guedes”, disse Arida, em relação à escolha da ex-presidente de substituir Guido Mantega por Joaquim Levy em seu segundo mandato. 

Segundo Arida, o problema do Brasil não é a falta de economistas liberais, mas da percepção dos políticos que, muitas vezes, não têm clareza sobre o que precisa ser feito. 

Arida disse ainda que as propostas de Paulo Guedes não têm detalhamento. A expectativa de arrecadar R$ 1 trilhão com privatizações, por exemplo, não faz sentido, afirmou. 

“Bolsonaro fala que não vai privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa. Mas nem se privatizar os três com 100% de ágio para prêmio de controle se consegue esse valor”, disse. 

Arida criticou também a ideia de substituir todos os impostos pela CPMF -um imposto em cascata, disse ele, e sem similar fora do Brasil- e afirmou que a proposta de capitalização da Previdência não para em pé. 

“Quem fala em capitalização da Previdência no Brasil de hoje está aumentando o problema. Quero ver as contas”, disse o economista. Para ele, a transição para o novo regime exigiria recursos adicionais, algo que não há hoje no Orçamento. 

O economista afirmou ainda que não fará propostas populistas e que não quer enganar eleitor nenhum.

As afirmações foram feitas em debate organizado pelo jornal O Estado de S.Paulo e pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com informações da Folhapress.

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