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Serão investidos R$ 5,5 bilhões para distribuição de água no interior do Estado

O projeto terá uma extensão de 4.306 km de linhas adutoras e deve atender a 6,2 milhões de pessoas (Foto: Reprodução)

Em 23/01/2018 às 09:00:35

Com o objetivo de levar água para o Interior do Estado, por meio de Estações de Tratamentos de Água (ETAs), a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) construirá novos equipamentos de distribuição de água em regiões mais resilientes às secas. Inicialmente, o projeto aponta a introdução de novas distribuidoras em 34 açudes. Segundo o presidente da Cagece, Neuri Freitas, o custo do investimento é de R$5,5 bilhões. As informações foram divulgadas em coletiva na manhã de ontem, no Palácio da Abolição.

“Isso demanda recurso e obras. Não é algo para curto prazo. Nós estamos verticalizando a discussão para fazer uma lista de prioridades e tomar iniciativas que serão iniciadas junto com o Banco Mundial. Já tivemos aprovação do Governo Federal. Agora é prosseguir com os papéis necessários e contratos”, declarou Neuri Freitas.

O projeto “Malha d´Água” vai ter uma extensão de 4.306 km de linhas adutoras principais, 305 estações de bombeamento e deve atender a 6,2 milhões de pessoas em 179 municípios. É estimado que haja uma vazão de água em 16,5 m³/s. “A partir dessas estações, vamos distribuir a água tratada dentro do padrão de potabilidade para consumo aos municípios. Nesse encaminhamento, serão atendidas todas as localidades que são abastecidas por carros-pipas ou pequenas localidades que contam com o Programa São José e Água Para Todos”, diz Freitas.

Atualmente, a distribuição, em grande parte, ocorre por meio da transferência de água bruta de um açude para outro. Um exemplo é a transferência do açude Orós para o Castanhão e, em seguida, para Fortaleza. Segundo o presidente da Cagece, isso ainda deve continuar. “O Açude Banabuiú é um reservatório mais resistente à seca, pelo porte dele, então a gente teria a construção de uma grande estação de tratamento que desse para atender toda aquela região central. Quando fizermos essas ETAs, não teremos mais o encaminhamento de carros-pipas para pequenas comunidades abastecidas por mananciais que secam com facilidade. Teremos uma grande estação que levará água tratada por tubos”.

Estudo

Ainda segundo Neuri Freitas, o novo sistema de abastecimento de água foi pensado desde 2016. “Tivemos de fazer todo um estudo. A Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) também participou. Alinhamos informações com as rotas dos carros-pipas, sistema de abastecimento do Programa Água para Todos e do programa São José, além de pensar qual a melhor modelagem”.

Apesar de analisar o prognóstico das chuvas como positivo, o presidente da Cagece aponta que não existe segurança hídrica. “Não há como determinar que as precipitações caiam nas bacias. O prognóstico é bem mais favorável do que o do ano anterior. É preciso que as chuvas caiam nos locais adequados. Se chover na Serra de Baturité, temos um aporte bom para Região Metropolitana. Se chover no Jaguaribe, teremos um bom aporte para o Castanhão. Vai depender da intensidade e volume em cada região”.

Manutenção

Quanto à permanência da tarifa de contingência em 2018, Freitas conta que só é possível afirmar se a taxa continua ou não depois da quadra chuvosa. “Se tivermos recarga razoável, será analisado. Se não, devemos manter”. Os dados da Cagece apontam que o cearense está conseguindo realizar economia próximo dos 10,9m³. “Baixar mais do que isso pode comprometer o dia a dia das pessoas. O governador não aceita racionamento, é o que estamos fazendo”.

Fonte: Diário do Nordeste

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