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Sociedade Brasileira de Infectologia reconhece, em parecer, que indetectável é igual a intransmissível

19/01/2018 às 20:25:30

A Sociedade Brasileira de Infectologia emitiu, nessa sexta-feira (19), um parecer técnico do Comitê Científico de HIV/aids endossando o consenso internacional que declara que uma pessoa vivendo com o vírus HIV, que esteja com carga viral indetectável há pelo menos seis meses e em tratamento regular, não transmite o vírus.

Segundo o documento, o consenso ajuda a reduzir o estigma relacionado ao HIV e serve como estímulo para melhorar a adesão ao tratamento. No entanto, a sociedade também destacou que, para permanecer com a carga viral suprimida, é necessário que a pessoa vivendo com HIV/aids mantenha adesão ao tratamento. “Estar com a carga viral indetectável em algum momento não é o mesmo que ter sempre a carga viral indetectável.”

Confira o parecer na íntegra:

Conforme demonstrado nos estudos HPTN 052, Partner e Opposites Attract, o risco de uma pessoa vivendo com HIV/aids, que esteja com carga viral indetectável há, pelo menos seis meses, em uso regular da medicação antirretroviral, transmitir o vírus por via sexual foi considerado insignificante. A declaração de consenso internacional foi endossada por investigadores importantes de cada um dos estudos que examinaram a questão e por 500 organizações internacionais.

É importante reconhecer que há pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) que, por razões diversas, não alcançam o status de carga viral indetectável. Nesse caso, continuam a transmitir o vírus. Compreendemos que a terapia antirretroviral (TARV) feita de forma apropriada previne a transmissão, ajuda a reduzir o estigma relacionado ao HIV e serve como estímulo para melhorar a adesão. Destacamos que, para permanecer com a carga viral suprimida, é necessário que a PVHA mantenha adesão ao tratamento, avalie regularmente a viremia e compareça às consultas médicas conforme agendamento. Estar com a carga viral indetectável em algum momento não é o mesmo que ter sempre a carga viral indetectável.

Entendemos que a TARV adequada é capaz de manter o indivíduo em supressão viral sustentada e torna o sexo desprotegido seguro em relação à contaminação com o HIV, mas não às outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, hepatite C, hepatite B, HPV, gonorreia, Chlamydia. A Sociedade Brasileira de Infectologia está alinhada com os avanços da ciência e endossa, tal qual as maiores organizações internacionais, a questão da segurança em relação a tratamento antirretroviral supressor como forma de não transmissão de HIV. Porém, ressalta a importância da prevenção contra as outras infecções sexualmente transmissíveis, tanto por vacinação, quando disponível, como é o caso da hepatite B e HPV, quanto pelo uso de proteção de barreira.

Agência Aids

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