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WhatsApp fecha conta de partido na Espanha pelo número de mensagens
23/04/2019 16:43 em Tecnologia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A menos de uma semana das eleições legislativas na Espanha, o WhatsApp fechou a conta do partido de esquerda radical Podemos, alegando "envio massivo de mensagens".

A informação foi divulgada na noite de segunda (22), após um debate entre os quatro principais candidatos à chefia de governo, pelo secretário de comunicação do partido.

"Incrível. O WhatsApp acaba de fechar a conta do Podemos mediante a qual nos comunicávamos com todas as pessoas que nos solicitaram fazê-lo por meio deste canal. Justo nesta noite, a última semana de campanha, quando a população decide o voto", postou Juanma del Olmo no Twitter.

Nesta terça (23), Del Olmo publicou a resposta que recebeu do WhatsApp de que seus "termos e serviços não permitem o envio massivo de mensagens".

O político questionou por que não foram fechadas as contas de outros partidos "que estão fazendo o mesmo", e anexou a imagem de uma mensagem que, segundo ele, foi disparada massivamente pelo PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) às 12h55 (hora local, 7h55 no horário de Brasília).

Em outro post, ele afirma que o Podemos cumpriu com as condições exigidas pelo aplicativo e que possui o "consentimento expresso" dos usuários que se inscreveram na lista de mensagens do partido.

A Espanha adota o sistema parlamentarista de governo. O calendário eleitoral do país só previa eleições em meados de 2020, mas, pela terceira vez em oito anos, o país antecipou o pleito, que está marcado para 28 de abril.

O anúncio foi feito em fevereiro pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez (PSOE), logo depois de o líder socialista sofrer uma derrota dura na Câmara dos Deputados, ao ver a proposta de orçamento do Executivo para 2019 ser rechaçada, o que inviabiliza a implantação de seu programa de governo.

Surgido no embalo do movimento dos indignados, a partir de 2011, o Podemos teve 21% dos votos nas eleições de 2015 e de 2016, encostando no PSOE. Segundo pesquisas pré-eleitorais, teria agora em torno de 13%.

 

POR NOTÍCIAS AO MINUTO

© iStock (Foto ilustrativa) 

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