Miséria lembra os 20 anos da morte do ex-vereador de Juazeiro Getulio Grangeiro
18/06/2019 14:06 em Cariri

Como forma de homenagem póstuma o Site Miséria lembra, nesta terça-feira a passagem de exatos 20 anos da morte do vereador Getulio Grangeiro Pereira, que foi, inclusive, vice-prefeito de Juazeiro do Norte na gestão do médico Ailton Gomes de Alencar. Na época, ele tinha 59 anos de idade e o seu corpo foi sepultado no Cemitério Parque das Flores.

O mesmo faleceu no início da noite do dia 18 de junho de 1999 num dos leitos do Hospital São Vicente de Paulo em Barbalha, vítima um de câncer. Por alguns momentos, o corpo foi velado no auditório da Sociedade Padre Cícero da qual era o presidente e, também, no plenário da Câmara Municipal. Getulio havia sido eleito em 1996 para o seu terceiro mandato legislativo, mas não chegou a assumir por força de convite feito pelo então prefeito Mauro Sampaio para ser o seu secretário de agricultura.

O ingresso de Getulio na política foi no ano de 1976 ao aceitar convite do então governador Adauto Bezerra para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Ailton Gomes. A chapa foi vitoriosa derrotando Doro Germano e Severino Duarte por 19.881 votos contra 10.330 ou maioria de 9.551 sufrágios. Na época, Getúlio teve a oportunidade de assumir o cargo de prefeito por diversas vezes. Após o término da gestão, foi nomeado supervisor da 5ª Companhia Regional de Trânsito.

Somente em 1988, Getúlio decidiu disputar, novamente, um cargo eletivo quando obteve 845 votos, uma vaga na Câmara Municipal e a vice-liderança do então prefeito Carlos Cruz. No pleito seguinte, em 1992, foi reeleito com 1.024 e chegou a condição de primeiro secretário da Casa do Povo. Já em 1996, sempre em votação crescente pelo mesmo partido, o PFL, Getúlio obteve 1.066 votos. Todavia se tornou secretário municipal atendendo convite do prefeito Mauro Sampaio.

Além de secretário de agricultura, Getúlio foi comerciante, diretor da Escola Técnica de Comércio Doutor Diniz durante 29 anos e Presidente da Sociedade Padre Cícero. Ele era professor e já havia exercido a profissão de advogado formado que era pela Universidade Federal da Paraíba, tanto em ciências jurídicas quanto econômicas e sociais. Natural do Distrito de Jamacaru na zona rural de Missão Velha, Getúlio Grangeiro chegou à Juazeiro do Norte em 1950 com apenas dez anos de idade.

A cidade havia sido escolhida pelos pais, José Pereira Gil e Antonia Grangeiro Pereira, para educar seus quinze filhos - dois já haviam falecido - todos formados. Ele era casado com a juazeirense Maria Rejane Gonçalves Grangeiro, de cujo enlace nasceram João Paulo de Alencar e João Victor, hoje com 37 e 35 anos. Meses antes de morrer, quando estava em Fortaleza, Getúlio sentiu-se mal e, no hospital, obteve a informação de que era portador de um câncer.

Desta época, até 18 de junho de 1999, padecia com a doença e ainda tentou retomar atividades normais na Prefeitura, mas estava bem debilitado. Dias antes, o padre Murilo de Sá Barreto, amigo pessoal e então vigário da Igreja Matriz, esteve na residência de Getúlio para ministrar os sacramentos da unção dos enfermos, viático e absolvição geral. ‘‘Ele pediu que eu me sentasse, conversou e rezou muito comigo’’, relembrou o sacerdote para quem Getúlio Grangeiro ‘‘foi uma alma à serviço do bem, já que era um político dedicado e trabalhador’’.



Por Demontier Tenório
Miséria.com.br

(Foto: Reprodução)

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